terça-feira, 30 de agosto de 2016

POR QUE DANÇAR?

MINISTÉRIO DE DANÇA: PRESENTE DE DEUS


Utilizar a dança como opção de ferramenta para comunicar o Evangelho não está ligado apenas à modernidade dos tempos de hoje ou aos jovens, mas muito pelo contrário é uma manifestação profundamente humana e por isso mesmo, não é uma novidade dentro do culto cristão.

A dança sempre esteve presente na vida da Igreja, através da Palavra de Deus podemos ver isso se concretizando. Meditemos como os Profetas a faziam sempre em momentos de louvor, adoração e de júbilo e com eles aprendamos como nossa Dança pode ser instrumento de Evangelização.

ØMoisés (Ex 15, 1, 20)
ØDavi (II Sam 6, 14)

ØJudite (Jud 15, 15-16,1)

sábado, 27 de agosto de 2016

Co-criadores da maior canção

Não basta ter voz, é preciso SER voz àqueles que não cantam, nem têm voz e vez.

"A arte criativa, que a alma tem a sorte de albergar, não se identifica com aquela arte por essência que é própria de Deus, mas constitui apenas comunicação e participação dela" (Cardeal Nicolau Cusano).

Observando o vento, as flores, os pássaros, as cores, percebemos: Deus continua a criar, harmonizando e moldando o homem; construindo sons e fazendo com que o ser humano experimente-os através da arte, sendo ela a essência da sua própria alma. Dando luzes às mentes para que sigam o caminho da verdade. Gerando vida! Soprando sobre nós!

Somos co-criadores da maior canção! As notas são a eternidade de que somos capazes de provar, a harmonia vem do Criador através do dom que percebemos em nós. Notável é ao coração quando se cria algo que se encontra integrado aos planos de Deus. Assim é quando descobrimos em nós a vocação de como colocar o nosso dom a serviço.

Nossa alma transborda, vivendo o mistério da encarnação redentora, com sede de imitar o Filho de Deus, tendo, portanto, a capacidade de esquecer-se de si mesmo e assumir a fragilidade humana. 

Quando tal anseio toma conta de nossa existência, conseguimos ir além de nós mesmos, tornarmo-nos pequenos para que o Criador apareça. Se houver a pergunta em seu ser: "Como colocar meu dom para a evangelização?" – Vá além das regras, vá além das respostas humanas e receitas práticas. Para ser músico de Deus é preciso, primeiramente, servir.

- Não basta ter voz, é preciso SER voz àqueles que não cantam, nem têm voz e vez.

- Não basta apenas tocar ou saber manusear um instrumento musical, é preciso tocar a alma de quem escuta, é preciso transmitir de forma mais cristalina a essência que se torna divina através do som.

- Não basta apenas querer evangelizar, é preciso comprometer-se.

- Não é necessário ser grande, é preciso ser humilde.

- Não basta apenas celebrar, é preciso viver o mistério da Eucaristia, e é Nela que nos encontramos unidos ao Cristo na comunhão, onde nos tornamos um, sem distinção.

- Não basta criar, é preciso converter.

- Não basta ser artista é preciso revelar.

- Não basta ser belo, é preciso levar à salvação.

Deus continua soprando, batendo à sua porta. Percebê-Lo é graça! Servir de instrumento em Suas mãos é ser eco da própria criação. Que nossa alma transpareça nossa verdade, pois é onde o Criador ousa esperar a música de seus co-criadores. Ousamos, pois, criá-la!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

MAU HÁBITO

Muito no relacionamento humano está sujeito à falsidade


A murmuração é um mau hábito que, infelizmente, cultivamos e praticamos com freqüência e a bel-prazer. Parece-me um apanhado de maledicências as quais não estamos isentos, mas que não nos convém praticar. Contudo, quando recaem sobre nós não suportamos o peso e assumimos a trágica miséria humana de tornar coisas aparentemente fáceis mais difíceis; segredamos nossas lamúrias. Onde quer que estejamos estamos a reclamar, não raras vezes, de algo ou de algum fato e de seus personagens, e até justificamos nossa fala insensata a fim de sermos ouvidos e não censurados. Não importa se nas ruas da cidade com colegas e amigos ou no trabalho, nas viagens, nas horas de lazer e entretenimento etc. Importa que, muitas vezes, não nos conformamos com algo que aparentemente nos contraria. Murmuração - o defeito -, fato e verdade que não se deve ousar negar. Muito no relacionamento humano está sujeito à falsidade. Basta observar. Há que se ter bom senso e humildade para oferecermos possibilidades de diálogos e acolhermos propostas enriquecedoras, visto que o mundo atual se tornou complexo e demasiado subjetivo em sua estrutura social; está esfolado pelas mais variadas formas de insatisfação e desejos mortais. 

A sociedade está doente e não percebe. Necessita curar as invisíveis feridas do orgulho, pivô de muitos equívocos em nossa trajetória. O corpo social está à flor da pele porque feriu os valores mais nobres e agregou suas ações às frivolidades do cotidiano e à violência perturbadora que campeia os diversos segmentos representativos das comunidades. 

O egocentrismo tem sido um dos traços marcantes do secularismo, da sociedade de consumo cada vez mais tensa e insaciável. Estão inflados e sufocam seus semelhantes; os outros que, com discursos esfarrapados, tanto defendemos quando estamos sob os holofotes e o olhar de muita gente. Muito há que parecem gostar de perder tempo com intermináveis murmurações inscrevendo-se na lápide da tolice; estão ao serviço de sua comodidade e ignorância. Por onde passam vivem a classificar as pessoas e apresentam-se quase sempre de mau humor e como se fossem os donos da verdade. Há também os que nem mesmo se apercebem acerca de suas invectivas, em razão do cisco que obscurece as pupilas e alimenta a cegueira em que mergulharam. Finalmente há os que reconhecem suas limitações, aquelas todas inerentes ao ser humano. São os que fazem um esforço imensurável, a fim de aparar arestas e exercitar a humildade, o pensamento e a fala para, com alegria, pedir perdão. Torna-se crucial o esforço paciente e o desejo de sermos pessoas melhores para combatermos com coragem as murmurações e o desânimo, a preguiça e a rigidez mental profunda e tudo o que nos faz impedir nossos semelhantes de avançarem rumo à vitória, pois a alegria só baterá à porta daquele que, sem murmurar, semear solidariedade e estender as generosas mãos para os outros. 


Quando e como rezar/orar?

Quando a gente acha que não sabe rezar, as coisas complicam, pois tudo advêm da oração. Por isso, hoje depois de um tempo sem postar, quero compartilhar com vocês uma DINÂMICA DE ORAÇÃO para ajudar você a entrar no clima de paz consigo, com os outros e, principalmente, com Deus.


1.   Faça o sinal da cruz.
Comece colocando-se na presença de Deus. Perceba que Ele está com você nesta hora, que o vê e o ouve. Acalme seu coração e deixe que o Espírito Santo derrame em você a sua paz e o seu amor. Ore em línguas se o Espírito Santo o impelir...
2.   Reconheça a bondade de Deus e louve-O pelo seu dia, pela sua vida, por este momento de oração. Fique atento as inspirações que o Espírito Santo lhe dará. Deixe-se conduzir. Louve a Deus por todas as coisas que lhe vêm ao coração: pelas boas - porque Deus as concedeu - e pelas más - que não foram piores porque Deus não permitiu, além do fato de lhe ter dado forças para ultrapassá-las. Ore línguas um pouquinho mais.
3.   Renove sua renúncia ao pecado, de maneira especial aos que atingiram você neste dia. Peça a Deus um coração livre, desapegado. Lute para entregar sua vontade a Deus.
4.   Faça uma consagração de toda a sua pessoa ao Senhor. Entregue a Ele suas expectativas, anseios, projetos, preocupações. Confie nEle! Esta é a hora de ser criança nas mãos do Pai. Sinta Seu amor que o invade enquanto você vai fazendo este ato de entrega.
5.   Nos braços desse Deus de amor, envolvido em Sua misericórdia, confesse ao Senhor os seus pecados, as falhas que cometeu. Peça a graça do arrependimento, diga o quanto está arrependido e o que faria se pudesse voltar atrás. Deixe que Senhor o conduza a um arrependimento profundo e comova o seu coração até as lágrimas, banindo todo e qualquer desejo de permanecer no mal. Rompa afetivamente com o pecado e comprometa-se com Deus.
6.   Invoque o Divino Espírito Santo para que venha preencher todo o vazio que tiver sido deixado dentro de você. Clame com todo o desejo de seu coração. Peça que Ele domine a sua vida. Chame por Ele com seu coração cheio de amor e esperança. Antes mesmo que a oração se conclua, Ele já terá repousado sobre você.
7.   Procure seguir um método. Abra a Sagrada Escritura e alimente-se largamente. Detenha-se nela a maior parte deste seu tempo. Você terá experiências maravilhosas ao rezar com a Bíblia. Deus irá transformá-lo em uma nova criatura. Se por uma questão de tempo você perceber que é melhor fazer o estudo da Palavra fora deste momento de oração, não deixe de trazer para este mesmo momento os resultados de seu estudo.
8.   Escute Deus. Peça que Ele fale. Queira que Ele fale! Abra os ouvidos de sua alma.
9.   Descubra a vontade de Deus para este dia e pratique-a.
10. Agora que a Palavra do Senhor afervorou seu coração e o abriu ao amor, traga à sua mente todas as pessoas que precisam de sua intercessão. Peça a Deus por elas. Seja ousado, peça muito, seja perseverante. Esta oração está sempre destinada ao sucesso.
11. Agora peça por você, tudo de que necessita.
12. Agradeça a Deus todo o bem que foi a oração e todas as graças que virão como frutos da mesma. Agradeça como se já tivesse recebido o que pediu, porque, de fato, já recebeu.
13. Assuma propósitos de santificação. Persiga essas metas. Deus está com você.

Se tiver dificuldade em algum ponto, recorra ao capítulo que o abordou. Valha-se das orações que aqui foram apresentadas como amigas que lhe acompanham nos primeiros passos desta jornada.
Seja pródigo na oração carismática. Permeie todos estes momentos com a oração em línguas. Ore... Ore... Ore muito em línguas. Da mesma forma busque a companhia de Nossa Senhora em todo o momento da oração. Onde houver dúvidas peça à mãe que o ensine. Se sentir-se fraco, clame por sua intercessão.
Haverá dias em que o próprio Senhor vai levá-lo a se aprofundar mais numa do que noutras dessas formas de oração; seja dócil. Outras vezes, quando estiver fazendo o estudo da Sagrada Escritura, Ele fará brotar ali mesmo o louvor, a intercessão, a súplica etc.


Esta dinâmica é só o incentivo. A decisão é sua, e a escola, é Deus quem faz.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Descubra você mesmo quando rezar

O seu encontro com Deus não pode ser um instante fugaz e rápido

Cada pessoa passa por momentos particulares na vida, que segue o seu ritmo. É preciso descobrir também o próprio ritmo de oração, fazer encontro com Deus um encontro personalizado. Deus não é uma idéia nem uma energia impessoal, como o calor do sol ou a brisa do vento. Ele é uma pessoa viva e verdadeira com quem podemos e devemos dialogar. É necessário tratar Deus como o melhor amigo que temos e recebe-lo dentro de nós numa atitude de acolhida, preparar para Ele um espaço na nossa vida. Os hóspedes sempre devem ser recebidos bem. Devemos acolher a Deus e ter consciência de que Ele tem um único desejo: nos amar e fazer a nossa vontade.
Santa Terezinha é um modelo de oração. Ela diz: “nunca passei mais de três minutos sem pensar em Deus!”
Gostaria de poder apresentar algumas indicações de quando você rezar, deixando a liberdade de ampliá-las como mais lhe agradar. Todo caminho não pode ser estático ele deve ser dinâmico, aberto para introduzir outras motivações e tirar algumas que, em determinado momento, já não nos dizem mais nada. Nós mudamos muito. Não seria conveniente usar no inverno roupa de verão e nem no verão, roupa de frio. Nossa oração deve corresponder às exigências que encontramos no caminho da vida. Antes de iniciar a sua oração, faça silêncio dentro e fora de você para perceber o impulso da sua vida interior. Do que você necessita hoje? Como quer viver o tempo que o Senhor lhe dá. O seu encontro com Deus não pode ser um instante fugaz e rápido, mas constante e permanente. Da sua situação humana, afetiva, psicológica, social, vai depender também o seu modo de rezar, de pedir, de dialogar com Deus. Há pessoas que rezam sempre a mesma oração pedindo chuva, mesmo quando há enchente que atrapalha tudo e provoca desastres. E se justificam na maneira de rezar: “em qualquer lugar do mundo devem existir lugares que precisa de chuva!” A minha oração tem um caráter universal, mas Jesus nos ensinou em várias circunstancias a historicizar a nossa oração, faze-la nascer da vida concreta, do dia-a-dia. Já foi dito várias vezes que a oração não pode ser restrita a momentos particulares. É a vida que deve tornar-se oração, devemos colocar-nos continuamente na presença de Deus que orienta e sustenta o nosso caminho. È importante ter sempre em nossa frente a Bíblia e acompanhar, por meio de sua leitura meditativa, a história do povo que vai a caminho de terra prometida percorrendo noites, desertos, até chegar a conclusão de que a felicidade que Deus oferece não é a de situações baratas. Exige de nós constantes renuncia, “um saber dizer não” a tudo o que nos afasta de Deus e assumir a verdade como único caminho. O ser humano, na sua caminhada sobre a terra, se depara com aquelas situações obscuras que tornam impossível continuar o caminho sozinho, é preciso Deus. Sem Deus não há uma visão completa e harmoniosa da existência humana. Muitas vezes, nos encontramos em situações em que nos sentimos tão pobres que necessitamos de Deus como a terra precisa de água para viver, as plantas, do sol, e a vida, de amor. Na verdade, só Deus é força. É preciso nos convencer de que só Deus – Pai, Filho e Espírito Santo é a fonte de nossa felicidade e sé Ele pode mudar, como diz o salmista, a “sorte de nossa vida”.

O caminho depende de nossa fidelidade e amor. Deus sozinho não age, precisa de nossa cooperação, do nosso sim. 

Artista Sentinela

Fala, galera arteira!


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Que Deus te abençoe e aconteça uma chuva de graça na sua vida!

Paz e Artes!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Minha Essência - Thiago Brado

Como não sentir Deus nesta canção?


Vim até aqui
Derramar o meu passado em Ti
Vim banhar os pés quem andaram por aí
Sem carinho receber

Hoje estou aqui
Não porque mereço, eu sei
Pois Tu sabes por onde eu andei
Conheces bem o meu perfume

Mas Tu sabes também
Que o meu choro é sincero porém
Não tenho nada a oferecer, meu Senhor
Mas Te dou a minha vida

É tudo que tenho
Recebe o meu nada
Refaz a morada
Habita em mim

Me pega em Teu colo
Me acalma em Teu peito
Sou Teu sou eleito
E a minha essência é exalar Teu cheiro

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

As virtudes cardeais - Você tem?

São quatro como quatro são os pontos cardeais

Virtudes cardeais quer dizer virtudes centrais, fundamentais, orientadoras. É o mesmo que virtudes morais. São quatro como quatro são os pontos cardeais, as estações do ano, os lados da cruz, os alicerces da casa, os pés da mesa e da cama. A quaternidade para Jung é símbolo da perfeição. Eis as virtudes:
Prudência É o reto agir, o bom senso, o equilíbrio. Cuida do lado prático da vida, da ação correta e busca os meios para agir bem. Prudência é o mesmo que sabedoria, previdência, precaução. O prudente é previdente e providente. É pessoa que abandona as preocupações e abraça as soluções. Deixa as ilusões e opta pelas decisões. Rejeita as omissões e se empenha nas ocupações. O lema dos prudentes é: “Ocupação sim, preocupação não.” A prudência coloca sua atenção na preparação dos fatos e eventos e nunca na precipitação nem no amadorismo ou improvisação. Ciência sem prudência é um perigo.
Temperança É o auto-controle, auto-domínio, renúncia, moderação. A temperança ordena afetos, domestica os instintos, sublima as paixões, organiza a sexualidade, modera os impulsos e apetites. Abre o caminho para a continência, a castidade, a sobriedade, o desapego. É próprio da temperança o cuidado conosco mesmo, com os outros e com a natureza. A temperança não permite que sejamos escravos, mas livres e libertadores e nos encaminha para o cumprimento dos deveres e para a maturidade humana. Sem renúncia não há maturidade. Grande fruto da renúncia é a alegria e a paz.
Fortaleza Faz-nos fortes no bem, na fé, no amor. Leva-nos a perseverar nas coisas difíceis e árduas, a resistir à mediocridade, a evitar rotina e omissões. Pela fortaleza vencemos a apatia, a acomodação e abraçamos os desafios e a profecia. É virtude dos profetas, dos heróis, dos mártires e dos pobres. A fortaleza dos mártires e a ousadia dos apóstolos, como também a força dos pequenos e dos fracos é um sinal do dom da fortaleza na vida humana e na história da Igreja. Hoje a fortaleza nos leva a enfrentar a depressão, o stress, o câncer, a AIDS, os golpes da vida. Grandes são os conflitos humanos, porém maior é a força para superá-los. A vida é luta renhida, dizia nosso poeta e a fé é um combate espiritual. “Coragem, Eu venci o mundo!” (Jo 16,33).

Justiça Regula nossa convivência, possibilita o bem comum, defende a dignidade humana, respeita os direitos humanos. É da justiça que brota a paz. Sem a justiça nem o amor é possível. É a virtude da vida comunitária e social que se rege pelo respeito à igualdade da dignidade das pessoas. Da justiça vem a gratidão, a religião, a veracidade. Não se pode construir o castelo da caridade sobre as ruínas da justiça. Pelo contrário, o primeiro passo do amor é a justiça, porque amar é querer o bem do outro. A justiça é imortal (Sab 1,15). Esta virtude trata de nossos direitos e nossos deveres e diz respeito ao outro, à comunidade e à sociedade. 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Afinal de contas, pra quê existem os Ministérios de Música, Dança, Teatro, etc?

Essa não é uma pergunta tão simples o quanto parece.

Interessante notar como temos facilidade em abandonar a ideia original das coisas. É o que acontece quando vamos escrever uma carta. Passamos meia hora discorrendo sobre vários assuntos em uma folha qualquer e, finalmente quando achamos que já está bom e vamos “passar tudo a limpo”, lá vêm chegando novas idéias, novos argumentos... E passamos mais uma hora modificando tudo que estava naquele borrão. No final de tão penosa maratona, o quê temos? Duas cartas totalmente diferentes nas mãos!

Também corremos o risco de ver fato semelhante acontecer em relação aos ministérios de artes espalhados por todo o Brasil. Temos hoje diversos conceitos, variantes da ideia original, que muitas vezes acabam por ser, como diria o poeta, “o avesso do avesso do avesso” daquilo para o qual fomos criados.
Existem pessoas que têm uma visão simplista das coisas: “O ministério de música serve para ‘preparar o povo’, o ministério de dança para ‘esquentar o povo’ e o de teatro para ‘distrair o povo’”. É como se fôssemos um “enfeita-festas", uma espécie de “mascote do grupo” ou algo parecido. Outros preferem encarar o ministério de música de maneira mais “pseudo-psicológica”. Para estes “isso é só uma fase; logo, logo estes meninos amadurecem e escolhem um ministério mais sério”. Assim, tudo o que os artistas tentam realizar é encarado como uma mera brincadeira, algo sem futuro mesmo.
Outra corrente, mais perigosa, é a dos separatistas. Ministros (especialmente de música) que acreditam firmemente que já não precisam do grupo de oração, que o ministério é auto-suficiente. Estes, se lhes perguntam “- Ei, você é da Renovação Carismática?”, logo respondem (ou pensam em responder) “- Não, eu sou do ministério de música ‘x’ ou da ‘Banda ‘y’ ”. Mas, na realidade, o sonho de Deus é bem diferente. O original da carta de Deus é bem diferente de todos esses “passados a limpo” que nós temos insistido em fazer!
Ele nos resgatou do nada, nos retirou dos abismos de nossa solidão e nos plantou em meio a outros, que também vieram – por que não dizer? – do fundo do poço e que agora caminham rumo à sua luz. Pessoas que têm dons diversos, temperamentos diversos e jeitos diversos de agir, mas que agora procuram uma só coisa: o Coração de Deus e de seu povo. Este é o nosso grupo de oração! Mas nosso Deus é só ternura e, no nosso caso, seu amor infinito já havia fincado “desde que nos formamos no seio de nossa mãe” um germe de felicidade, um carisma, aquilo que podemos tranquilamente chamar de “veia artística”. Esse carisma se transforma em “ministério” à medida que o colocamos a serviço de Deus e de seu povo, não da maneira mais confortável para nós, mas do jeito que Deus e seu povo precisarem de nós! E assim colocamos nossos dons à disposição de seu Doador e aí deixamos de simplesmente “ter o dom” e passamos a “usar o dom”. Mais do que “preparar, esquentar ou distrair o povo”, nós somos ministros do Altíssimo, nossa Arte é solo sagrado, pois, para utilizar as palavras do Catecismo da Igreja Católica, temos nesse carisma e nesse ministério os “múnus” de Reis, Profetas e Sacerdotes!
Não existe em nós algo superficial, tímido ou apenas mais um “oba-oba”, mas somos profundidade, por que profundo é o que vivemos na Renovação, em nosso grupo, em nossa Comunidade, na Obra em que Deus nos plantou.
Perder esse chamado de vista, abrir mão de tamanha graça é, literalmente, tentar construir um edifício sobre a areia... e Jesus já falou uma vez sobre esse tipo de loucura. O ministério (e o ministro) que decide caminhar sem grupo de oração ou sem participar de uma Comunidade que forneça fundamentos sólidos está, sem mais palavras, cometendo suicídio.


Não há dúvidas de que a RCC começa a viver um novo tempo em nossos dias. E nós, artistas do Senhor, nesse novo tempo somos chamados a respirar o nosso grupo de oração, inflar nossos pulmões com esta dádiva maravilhosa e, quando soprarmos... Esta será a nossa arte!

João Valter Ferreira Filho

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A sua palavra constrói ou destrói?


"Como é bom e tranquilizante calar sobre os outros, não acreditar em tudo sem discernimento, nem aumentar o que nos é contado, ter poucos confidentes, buscar sempre o Senhor que examina os corações, e não nos deixar levar por todo vento de palavras (cf. Efésios 4,14), mas desejar que tudo se realize, tanto interior, como exteriormente, segundo o beneplácito da vontade divina" (Imitação de Cristo, Livro 3).
Precisamos ser prontos para escutar e lentos para falar, porque agindo assim, evitaremos muitos males na nossa vida. Às vezes falamos o que não convém e causamos um enorme prejuízo na nossa vida e na vida do nosso próximo. 
"Não acostumes tua boca às grosserias inconvenientes, pois elas fazem pecar em palavras" (Eclo 23,13).
Peçamos a Jesus que nos ensine a hora de falar, a hora de calar e como falar, porque as palavras que saem dos nossos lábios precisam ser causa de soerguimento para os que ouvem e não causa de queda.