terça-feira, 27 de agosto de 2019

Conceito de Cultura - Síntese Reflexiva


Síntese Reflexiva  
  
O entendimento acerca do conceito de cultura inicialmente nos remete aos comportamentos e construções de produções de um determinado grupo de pessoas, essas quais estão interligadas e fazem parte do seu modo de vida. Logo, são evidenciadas atividades e costumes, como fatores determinantes para definir a cultura de um determinado povo. Nossos estudos e reflexões buscaram analisar mais profundamente e criteriosamente o que a conceptualização de cultura.  Ao decorrer nas inúmeras etapas de indagações e busca de fontes históricas, sociais e filosóficas chegamos enfim a construção do conceito de cultura; Tudo que o ser humano adquire e produz. Produção social de um povo que contempla linguagens, conhecimentos, costumes, artes, tradições, crenças, instituições. É transmitida às gerações vindouras e projeta a identidade de um povo de acordo com o tempo histórico. É diversa e mutável, é cultura.  Tudo o que o homem adquire faz parte da sua vivência, suas características, seja social ou psicológica, desde modo a produção social esta ligada intrinsecamente a sua cultura, ao seu modo de agir diante da sociedade a que faz parte, linguagem, tradições, estrutura organizacional, todos são elementos genuinamente criados e reproduzidos pelo homem, fazem parte da historicidade das sociedades a serem transmitidas e reproduzidas a outras gerações. A constituição do conceito cultura foi elaborada através de apresentações de conhecimentos prévios, a comparações e indagações a cerca de particularidades e singularidades levantadas pelo grande grupo, tendo também em uma dessas etapas como objeto de estudo, o filme “Caramuru. A invenção do Brasil.” é um filme brasileiro de 2001, do gênero comédia, dirigida por Guel Arraes e escrito por ele e Jorge Furtado. Análise essa que resultou no levantamento das particularidades e singularidades de diferentes culturas que foi mostrada nas cenas do filme, que  propulsionou uma reflexão sobre o choque de distintas características culturais,  a diferenciação cultural de pessoas que ao entrarem em contato com uma realidade social distinta da que estavam habituadas, se apropriaram e adaptaram as novas maneiras de sobrevivência. A partir das novas descobertas com as comparações e reflexões em grupo, foi possível listar uma série de características que eram pertinentes às distintas realidades descritas no filme, compreendermos que a humanidade é repleta de diversidades e cada qual localidade, comunidade e grupos desenvolvem-se com suas peculiaridades, havendo troca de experiências e vivencias entre si, dessa forma que se caracterizam as relações sociais. Para Max, [...] A história-cultura é o modo como, em condições determinadas e não escolhidas, os homens produzem materialmente (pelo trabalho, pela organização econômica) sua existência e dão sentido a essa produção material [...]. Ao construirmos os cartazes com o conceito de cultura o que já tínhamos previamente formado, foi de extrema relevância, observamos que a internalização de estudos anteriores fez com que a reprodução fosse inevitável, logo o conceito para todos era inicialmente algo  simples e direto, porém quando o foi realizado a análise  dos conceitos construídos por toda a sala e unimos em uma somente determinação, foi possível assimilar o quanto a conceituação poderia ser variável e mutável. Logo, é evidente que o aprendizado a cerca da construção de um conceito não cabe a penas a alunos de graduação, o processo da construção do conceito de cultura para os alunos do primeiro ciclo do nível fundamental é de extrema relevância, já que também é essencial desde os primeiros anos do processo de ensino e aprendizagem a formação do pensamento reflexivo e a construção da identidade, esse momento deve ser estruturado para ser uma situação motivadora, na qual esses alunos se identifiquem e possam realizar suas reflexões, a partir de seus conhecimentos prévios, mas também que avaliem e selecionem as informações que serão determinantes para que se chegue ao objetivo final, que é o conceito. Ao trabalhamos a construção da conceptualização de cultura, tomaremos o aluno como sujeito e objeto do estudo, pois ele faz parte dessa construção, seja como pesquisador, ou como objeto de estudo já que seus costumes e modo de vida também serão levados em consideração para analisarem o que é cultura e o que não é cultura. Porém, não é apenas levantar a indagação do que seria cultura, mas organizar o método de aprendizagem buscando atuar embasados nos conhecimentos já assimilados pelos alunos e assim apresentar-lhe uma nova informação ou maneira de ver ou refletir sobre a cultura. A Zona de desenvolvimento Proximal ajuda a apresentar uma nova formula para aprendizagem. Considerando que a “boa aprendizagem” é aquela precede o desenvolvimento, a escola deve esforçar-se em ajudar os alunos a expressar o que por si mesmo não podem fazer, em desenvolver no seu interior, aquilo do que carecem intrinsecamente no seu desenvolvimento (GONZÁLEZ, 1991).   
Para que se façam os alunos pensadores reflexivos, que pensem a cerca  não somente do que está implícito mais sobre aquilo também que não é concreto, faz-se necessário criar um ambiente propicio a isso, a sala de aula deve conter elementos que propulsione aos alunos momentos de aprendizado significativo, quando citarmos a ambiente sala de aula, não nos remetermos somente a sua aparência, mas sua organização e a prática do educador, atividades que busquem além do que já se sabe ou sugerem que deve seja ensinado. Pois questionadores se constroem a partir de indagações a cerca deles mesmos, o professor ao perguntar os conhecimentos prévios dos seus alunos sobre o conceito de cultura, está conhecendo particularidades do conhecimento que todos os alunos já possuem, será possível constatar se esses são embasados em senso comum, ou é algo internalizado por meio de leituras e do seu próprio interesse, as oficinas pedagógicas criam uma contextualização de criar, fazer e pensar, além da apropriação do conhecimento, e motivação de buscar outras possibilidades de aprendizagem. A oficina pedagógica cria um contexto em que as situações de aprendizagem são claras, precisas e diversificadas, de forma que os alunos aprendam a partir de seus itinerários de apropriação dos saberes e desenvolvimento de suas capacidades (FERREIRA, 2001.). A motivação que deve caracterizar as aulas, a construção é mais proveitosa quando há interesse e identificação com o objeto de estudo, aprender fazer, fazendo possibilita um amplo campo de exploração de conhecimento. Para exemplificação, quando foi sugerido que fizéssemos um cartão com as definições de cultura produzidas pelo grande grupo foi criado uma expectativa a cerca do que seria realizado na aula. São esses momentos que devem se  realizar nas nossas aulas uma simples produção quando é realizada de forma que os alunos se sintam a vontade para produzir e usarem a criatividade faz com o campo de expectativa torne a aula e o aprendizado muito mais significativo, tanto para o aluno quanto para o professor. O trabalho em grupo e participativo faz com que todos os momentos sejam de troca de experiência e de saberes, tornando dessa forma o processo de ensino e aprendizado um momento de construção coletiva no qual todos os envolvidos adquirem novos conhecimentos e novas experiências.  

Referência bibliográfica 

ANDRADE, João Maria Valença de. Ensino de História nos anos iniciais: a formação do pedagogo. in: ANDRADE, J. M. V. STAMATTO, M. I. S. (Orgs.). História ensinada e a escrita da história. Natal : EDUFRN, 2009.  

NÚNES, Isauro Beltrán. Vygotsky, Leontiev e Galperin: formação de conceitos e princípios didáticos. Brasilia, Liber Livros, 2009. 216p.  Cap. 1. P. 25-62. 

FERREIRA, Mª Salonilde. Oficina pedagógica: recurso mediador na atividade de aprender. in: RIBEIRO, Márcia M. G. FERREIRA, Mª Salonilde. Oficina pedagógica: uma estratégia de ensino-aprendizagem. Natal : Edufrn, 2001.

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